Chego naquela sala escura,, às 7h30 da manhã, chego pedindo a Deus que o dia de hoje seja favorável, que não seja carregado.. mas, na maioria das vezes, isso não acontece (talvez por eu não ''cooperar''). Vejo as três persianas verticais, fechadas, impedindo que alguém do lado de fora, possa olhar o que ocorre dentro daquela sala, ou alguém dentro da sala, assistir a televisão que é o mundo lá fora. Ao entrar na sala, aquele, de fato, calor infernal me atinge, e me faz ficar com a cabeça quente; só depois de uma hora ou menos, a sala fica pouco arejada. No mesmo instante, o movimento começa a surgir, ouço vozes chegando mais perto, não sei de onde as mesmas são ou de quem são. Elas chegam cada vez mais perto, acompanhadas de passos curtos e barulhentos, desde já, fico preparando meu ''bom-dia'', independente de quem está chegando.. Ao me deparar com o alguém, digo bom-dia e me sento diante do meu computador, me abaixo em um ângulo inferior a 60°, pressiono o botão de ligar no computador, e espero o mesmo ligar, calmamente. Enquanto espero o mais lerdo dos computadores daquela sala, me levanto, vou a porta, afim de observar o movimento intenso do bairro. Fico apreensivo quão a cidade é pequena, porém, eufórico, pois me mudarei em breve. Abro as persianas, e aqueles vidros, úmidos, escorrendo gotas, de tão frio que está, aos poucos elas vão evaporando, podendo assim, assistir o movimento do bairro com clareza. Aos poucos, os funcionários chegam, e aquela sala, fica cheia, é fofoca pra lá e fofoca pra cá.. quantas histórias já ouvi naquela sala que ficam na minha mente; mas tudo que é contado lá, jamais sai, fica LÁ. Pode-se encontrar sorrisos contagiantes, caras emburradas, mãos que não saem do teclado (é orkut, é MSN é blablabla), boca falando o tempo todo, telefone que não pára de tocar, é realmente intenso. Após algum tempo, ouço algo, algo eletrônico, analiso a sala, vejo todas as expressões visíveis, todos os gestos, ah, é o rádio.. tocando péssimas músicas; mas aguento, não posso reclamar ali, mas na minha mente tem uma vozinha falando para parar logo com isso, que não aguenta mais ouvir isso.
Fico nesses entre-olhares até me dar conta que o tempo não passa, parece que estou ali a dias, mas não, passou apenas minutos. Só depois de muito tempo, depois de ficar fofocando, analisando falas, olhares, expressões e afins, percebo que já são 15h, ''já era'', deu meu horário.. fecho tudo que está aberto no computador, aos poucos, guardo meu celular no bolso esquerdo da calça jeans tamanho 42, minha chave de casa, com um ''pequeno'' chaveiro de engenharia no bolso da minha camiseta xadrez, ligo meu mp3 no volume 31, ponho a melhor música para se ouvir, conecto os fones em minhas orelhas e friso: ''ADEUS''. No caminho de casa, como sempre, analiso cada passo de casa pessoa, analiso o movimento dos carros, enfim, sou muito analítico. Só paro de analisar, quando chego no meu bairro, onde só penso em terminar exercícios escolares, ficar na internet bateando papo, jogando alguma besteira que tenho no computador, até umas 16h30, é nessa hora que vou partir para um banho bem relaxante, deixando as mágoas vividas, as cenas estressantes, enfim. Agora o ''adeus'' é para vocês: Adeus!!!
Estou seguindo o teu blog espero que vc siga o meu o teu blog é excelente gostei bjs
ResponderExcluirParabéns Pelo Blog....Muito bom...
ResponderExcluirTanto as fotos, como os textos... Mostram um pouco da importância e beleza da simplicidade.... =)
To seguindo... segue o meu..
http://coracaodesfeitoempalavras.blogspot.com/
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